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Individual Page


Family
Marriage: Children:
  1. Eloya França: Birth: 1883.

  2. Anthero Ribeiro França: Birth: 11 JAN 1885.

  3. Abdenago França: Birth: 1887 in Muqui, ES - França.

  4. José de Mattos França: Birth: 27 AUG 1888 in Muqui, ES, França. Death: 1976 in Cachoeiro de Itapemirim, ES, Brasil

  5. Ermida França: Birth: 1891.

  6. Zamith França: Birth: 1 JUL 1892. Death: 7 AUG 1970

  7. Maria Marinheira França: Birth: 18 JUL 1895 in São Gabriel, Muqui, ES, Brasil.


Sources
1. Title:   França
Page:   Satyro Ribeiro França
Author:   Gerson França
Text:  
 Árvores genealógicas do MyHeritage
 Site de família: França
 Árvore genealógica: 84604404-1

Notes
a. Note:   ont-weight: bold;">Satyro Ribeiro Fran&ccedil;a e Emydia Fran&ccedil;a Leal eram Fluminenses (ele de Pati do Alferes) e descendentes de su&iacute;&ccedil;os e portugueses, respectivamente, e por volta de 1856-1860 estabeleceram-se nos patrim&ocirc;-nios de S&atilde;o Luiz e S&atilde;o Gabriel, no munic&iacute;pio de Muqui (ES), no sul do Estado do Esp&iacute;rito Santo. As terras da fazenda denominadas de &ldquo;Santana&rdquo; e &ldquo;Roncador&rdquo; se estendiam at&eacute; a divisa onde hoje &eacute; o munic&iacute;pio de At&iacute;lio Viv&aacute;cqua (ex-S&atilde;o Felipe e ex-Marap&eacute;&ndash;ES), no lugar denominado Caieiras, onde era o antigo aeroporto de Cachoeiro do Itapemirim, at&eacute; a chave do Satyro.</span></div> <div style="color: #222222; font-family: Georgia, Utopia, 'Palatino Linotype', Palatino, serif; font-size: 15.4px; line-height: 21.56px; text-align: justify; background-color: #fff9ee;">&nbsp;</div> <div style="color: #222222; font-family: Georgia, Utopia, 'Palatino Linotype', Palatino, serif; font-size: 15.4px; line-height: 21.56px; text-align: justify; background-color: #fff9ee;"><span style="font-weight: bold;">Tenente Coronel Satyro Ribeiro Fran&ccedil;a, em meados de dezembro de 1915, era nomeado delegado do Distrito de S&atilde;o Gabriel. Em 23 de maio de 1916, era empossado tamb&eacute;m como vereador daquele munic&iacute;pio. No ano de 1920 (25/03/1920), o Mathurino era novamente eleito vereador para o quatri&ecirc;nio 1920-1924, o senhor Zamith Fran&ccedil;a Juiz Distrital do 2&ordm; Distrito e o Jos&eacute; Mato Fran&ccedil;a, vereador. O Mathurino foi tamb&eacute;m presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Rural de Muqui (1977). Prosseguindo no caminho da pol&iacute;tica, novamente em 25 de mar&ccedil;o de 1924, o Cel. Satyro Fran&ccedil;a agora &eacute; eleito vereador e o Jos&eacute; Mato Fran&ccedil;a Juiz Distrital do 2&ordm; Distrito</span></div> <div style="color: #222222; font-family: Georgia, Utopia, 'Palatino Linotype', Palatino, serif; font-size: 15.4px; line-height: 21.56px; text-align: justify; background-color: #fff9ee;">&nbsp;</div> <div style="color: #222222; font-family: Georgia, Utopia, 'Palatino Linotype', Palatino, serif; font-size: 15.4px; line-height: 21.56px; text-align: justify; background-color: #fff9ee;">Um fato importante marcou a vida do Sr. Satyro, quando foi condecorado pelo Presidente da Rep&uacute;blica, Dr. Afonso Pena, em 1902, dando-lhe o t&iacute;tulo de Tenente-coronel, pelo fato de ter abrigado os soldados do ex&eacute;rcito, al&eacute;m de permitir que a linha f&eacute;rrea passasse dentro das suas propriedades, quando da constru&ccedil;&atilde;o do trecho Santo Eduardo a Cachoeiro de Itapemirim.Os 1&ordm; (primeiros) trilhos da Leopoldina foram assentados em 15/08/1901, mas a esta&ccedil;&atilde;o ferrovi&aacute;ria s&oacute; foi conclu&iacute;da em 1&ordm; de janeiro de 1902.&nbsp;</div> <div style="color: #222222; font-family: Georgia, Utopia, 'Palatino Linotype', Palatino, serif; font-size: 15.4px; line-height: 21.56px; text-align: justify; background-color: #fff9ee;">&nbsp;</div> <div style="color: #222222; font-family: Georgia, Utopia, 'Palatino Linotype', Palatino, serif; font-size: 15.4px; line-height: 21.56px; text-align: justify; background-color: #fff9ee;">Por ocasi&atilde;o do Censo Geral Brasileiro, trocaram o nome da esta&ccedil;&atilde;o para Camar&aacute;. D. Emydia escreveu ao exPresidente Get&uacute;lio Vargas reclamando da troca do nome e contando a hist&oacute;ria daquela constru&ccedil;&atilde;o. Logo depois, o ex-Presidente determinou o retorno do antigo nome: Esta&ccedil;&atilde;o Chave do Satyro. Quando do falecimento do Sr. Satyro, coube &agrave; vi&uacute;va Emydia e herdeiros, 306 (trezentos e seis) alqueires de terras, entre outros bens m&oacute;veis e im&oacute;veis. Especificamente quanto ao Sr. Zamith, coube-lhe na partilha: 1) 17:874 $ 285 (dezessete contos, oitocentos e setenta e quatro mil, duzentos e oitenta e cinco r&eacute;is); 2) 36 (trinta e seis) alqueires de terras em Desengano; 3) 1 (uma) casa de colono nesta propriedade; 4) 1000 (mil) p&eacute;s de caf&eacute; plantados; 5) 2 (duas) casas no distrito deS&atilde;o Gabriel; 6) 1 (um) moinho no distrito&nbsp;de S&atilde;o Gabriel; 7) 1:428 $ 600 (um conto, quatrocentos e vinte e oito mil, seissentos r&eacute;is) e 8) 1 (um) bezerro</div> <div style="color: #222222; font-family: Georgia, Utopia, 'Palatino Linotype', Palatino, serif; font-size: 15.4px; line-height: 21.56px; text-align: justify; background-color: #fff9ee;">&nbsp;</div> <div style="color: #222222; font-family: Georgia, Utopia, 'Palatino Linotype', Palatino, serif; font-size: 15.4px; line-height: 21.56px; text-align: justify; background-color: #fff9ee;">&nbsp;</div> <div style="color: #222222; font-family: Georgia, Utopia, 'Palatino Linotype', Palatino, serif; font-size: 15.4px; line-height: 21.56px; text-align: justify; background-color: #fff9ee;"><span style="font-weight: bold;">NASCIMENTO E MUDAN&Ccedil;A</span><br /><br />Satyro Ribeiro Fran&ccedil;a nasceu em Paty do Alferes, ent&atilde;o Freguesia (esp&eacute;cie de Distrito) do Mun&iacute;cipio de Vassouras, no Estado do Rio de Janeiro, no dia 12 de janeiro de 1858 (dia de S&atilde;o Satyro). Veio a luz na sede da Fazenda S&atilde;o Lu&iacute;s da Boa Vista, cuja casa-grande fora contru&iacute;da pelo seu av&ocirc; Luiz de Fran&ccedil;a em 1840. Com a morte do av&ocirc; e a abertura do invent&aacute;rio, em 1850, a grande fazenda de caf&eacute; &eacute; dividida anos mais tarde entre os herdeiros, cabendo a sede &agrave; Luiz de Moraes Fran&ccedil;a.<br /><br />Desde 1854 sua fam&iacute;lia havia adquirido terras no Rio Muquy, ent&atilde;o mata virgem, na esteira de v&aacute;rios propriet&aacute;rios de Paty do Alferes que foram desbravar esta regi&atilde;o sita no sul da ent&atilde;o Prov&iacute;ncia do Esp&iacute;rito Santo. Como no Vale do Para&iacute;ba, as fazendas eram cafeeiras. Satyro, ainda crian&ccedil;a, s&oacute; muda-se definitivamente para Muqui aos sete anos de idade, em 1865, quando as fazendas j&aacute; estavam definitivamente formadas e suas edifica&ccedil;&otilde;es constru&iacute;das.<br /><br />A fam&iacute;lia Gomes Leal, muito ligada ao que &eacute; considerado o primeiro desbravador de Muqui, Jos&eacute; Pinheiro de Souza Werneck, e ligada por la&ccedil;os de casamento com a fam&iacute;lia Fran&ccedil;a, desbravou boa parte da regi&atilde;o que atualmente pertence ao Distrito de Camar&aacute;, chamado ent&atilde;o de S&atilde;o Gabriel do Muqui. A vi&uacute;va de Manoel Gomes Leal, Maria Victoria da Concei&ccedil;&atilde;o Leal, tamb&eacute;m natural de Paty do Alferes, juntamente com seus filhos, filhas, genros e noras, dentre esses os Fran&ccedil;a, fundaram v&aacute;rias fazendas: S&atilde;o Gabriel, S&atilde;o Luiz, Sant'Ana, Santa Rosa.<br /><br /><br /><span style="font-weight: bold;">FAM&Iacute;LIA NA POL&Iacute;TICA</span><br /><br />Abastados fazendeiros em Paty do Alferes, os Gomes Leal e os Fran&ccedil;a envolviam-se fatalmente com a pol&iacute;tica em Vassouras. E n&atilde;o foi diferente em Muqui.<br /><br />At&eacute; 1864, todas as terras rec&eacute;m colonizadas do m&eacute;dio vale do Itapemirim, incluindo a&iacute; o vale do Muqui, faziam parte da Freguesia e Munic&iacute;pio de Nossa Senhora do Amparo do Itapemirim, que hoje &eacute; a cidade litor&acirc;nea de Itapemirim. Naquele ano, foi criada a Freguesia de S&atilde;o Pedro do Cachoeiro de Itapemirim, e em 1867 a Freguesia foi elevada &agrave; categoria de Munic&iacute;pio, com sede em Cachoeiro. As fazendas de Muqui passaram &agrave; fazer parte dessa nova Freguesia e Munic&iacute;pio.<br /><br />O tio do menino Satyro, Ant&ocirc;nio Gomes Leal, tornou-se "chefe pol&iacute;tico" da fam&iacute;lia, e foi por duas vezes Vereador na C&acirc;mara Municipal de Cachoeiro, nas legislaturas de 1871-1876 e de 1877-1882. Em 1880<span style="color: red;">(?)</span>, Satyro Fran&ccedil;a, j&aacute; com 22 anos, casa-se com a filha de Manoel&nbsp;Gomes Leal, sua prima Emygdia Fran&ccedil;a Leal. Seu pai havia falecido, quando seu&nbsp;sogro morre, em 1884. Satyro Fran&ccedil;a "herda", ent&atilde;o, e com o tempo, a "chefia pol&iacute;tica" da fam&iacute;lia. Torna-se um dos maiores propriet&aacute;rios da rec&eacute;m criada Freguesia de S&atilde;o Jo&atilde;o do Muqui, reunindo as fazendas que ele e sua esposa Emygdia herdaram (Sant'Ana, S&atilde;o Gabriel e S&atilde;o Luiz).<br /><br /><br /><span style="font-weight: bold;">NA GUARDA NACIONAL</span><br /><br />A Guarda Nacional foi uma for&ccedil;a de segunda linha, auxiliar e paramilitar, criada em 1831 no per&iacute;odo Regencial, para salvaguardar a Constitui&ccedil;&atilde;o de 1824 e a ordem p&uacute;blica interna. Com sua cria&ccedil;&atilde;o, foram extintos os antigos Corpos de Mil&iacute;cias, as Ordenan&ccedil;as e as Guardas Municipais. O termo "coronelismo", cunhado para designar o &aacute;pice do poder das lideran&ccedil;as locais durante a Rep&uacute;blica Velha, adv&eacute;m das patentes da Guarda Nacional passadas aos potentados locais, cujo posto m&aacute;ximo era o de Coronel. Seus oficiais, sempre homens de posses, deveriam manter prontas suas "tropas", que basicamente eram formadas por seus agregados e parentes, sem nenhuma remunera&ccedil;&atilde;o. Somente em caso de mobiliza&ccedil;&atilde;o ou miss&atilde;o qualquer &eacute; que o Governo reembolsava os custos e gastos efetuados.<br /><br />"<span style="font-style: italic;">A Guarda Nacional tinha forte base municipal e alt&iacute;ssimo grau de politiza&ccedil;&atilde;o. A sua organiza&ccedil;&atilde;o se baseava nas elites pol&iacute;ticas locais, pois eram elas que formavam ou dirigiam o Corpo de Guardas</span>". A Guarda Nacional era subordinada ao Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, tanto no Imp&eacute;rio, quanto na Rep&uacute;blica. Em 1918 ela foi transferida ao Minist&eacute;rio da Guerra, sendo desmobilizada em 1922.<br /><br />Satyro Ribeiro Fran&ccedil;a foi nomeado oficial da Guarda Nacional em Decreto de 30 de setembro de 1892, quando foi designado Alferes da 3&ordf; Companhia do 16&ordm; Batalh&atilde;o de Infantaria, no Quarteir&atilde;o de S&atilde;o Jo&atilde;o de Muqui. Em 1908 j&aacute; era Capit&atilde;o, e em 21 de outubro de 1914 tornava-se Coronel. Um de seus netos me relatou que, quando pequeno, na d&eacute;cada de vinte, n&atilde;o podia entrar em um paiol que havia na Fazenda Chave do Satyro; mas, curiosas que s&atilde;o as crian&ccedil;as, acabou por entrar e entender o motivo da proibi&ccedil;&atilde;o - o Coronel Satyro Fran&ccedil;a ali mantinha as antigas armas que serviam &agrave; sua "tropa" da Guarda Nacional.<br /><br />Seus filhos tamb&eacute;m foram agraciados com postos no oficialato da Guarda Nacional. Quando foi elevado ao posto de Coronel, Satyro tinha tr&ecirc;s de seus rebentos na for&ccedil;a: Jos&eacute; Mattos e Abdenago, elevados na mesma ocasi&atilde;o &agrave; Capit&atilde;es; e Zamith, designado Alferes. Mesmo ap&oacute;s a dissolu&ccedil;&atilde;o da Guarda Nacional, em 1922, Satyro e seus filhos mantiveram as patentes em car&aacute;ter honor&aacute;rio. Seu filho Jos&eacute; Mattos, inclusive, ap&oacute;s a sua morte, "herdou" essa "patente honor&aacute;ria" e passou &agrave; ser chamado de Coronel Jos&eacute; Mattos Fran&ccedil;a - como era usual na &eacute;poca do "coronelismo".<br /><br /><br /><span style="font-weight: bold;">GALGANDO POSI&Ccedil;&Otilde;ES</span><br /><br />Conforme dito acima, Satyro Fran&ccedil;a era, no in&iacute;cio da Rep&uacute;blica, o "chefe pol&iacute;tico" das fam&iacute;lia Gomes Leal e Fran&ccedil;a na regi&atilde;o de S&atilde;o Gabriel do Muqui, ent&atilde;o pertencente ao Munic&iacute;pio de Cachoeiro do Itapemirim. Seus rivais na pol&iacute;tica local eram da fam&iacute;lia Rosa Machado. At&eacute; 1908, e de acordo com as circunst&acirc;ncias pol&iacute;ticas estaduais, essas duas fam&iacute;lias se sucederiam, de tempos em tempos, na lideran&ccedil;a pol&iacute;tica na regi&atilde;o.<br /><br />Com o rompimento havido entre Henrique Coutinho e Muniz Freire, Jer&ocirc;nimo Monteiro foi al&ccedil;ado &agrave; Presid&ecirc;ncia do Estado, indicado em 1907 pelo primeiro, sendo eleito em 1908. Em Cachoeiro e em Muqui, os reflexos dessa querela pol&iacute;tica, com suas consequentes reacomoda&ccedil;&otilde;es, tamb&eacute;m foram sentidos. &Eacute; nessa ocasi&atilde;o que Satyro Fran&ccedil;a torna-se o "chefe pol&iacute;tico" do distrito, sendo eleito Juiz Distrital de S&atilde;o Gabriel do Muqui em 02 de fevereiro de 1908, e empossado em 23 de maio do mesmo ano. Passa, ent&atilde;o, a controlar as mesas eleitorais locais, que eram importante meio de manter sob controle as elei&ccedil;&otilde;es no distrito.<br /><br />Em 1912 &eacute; criado o Munic&iacute;pio de S&atilde;o Jo&atilde;o do Muqui, desmembrado de Cachoeiro do Itapemirim. Em novas reacomoda&ccedil;&otilde;es p&oacute;s governo Jer&ocirc;nimo Monteiro, e para evitar ter que se escolher uma das lideran&ccedil;as locais, Marcondes Souza e Geraldo Vianna resolvem n&atilde;o privilegiar nenhuma das partes, e Satyro Fran&ccedil;a n&atilde;o tem seu nome contemplado na chapa para vereadores das primeiras elei&ccedil;&otilde;es muquienses. Consegue, por&eacute;m, emplacar o nome de seu filho, Abdenago Fran&ccedil;a, no cargo de 3&ordm; Juiz Distrital.<br /><br /><br /><span style="font-weight: bold;">ESTRADA DE FERRO</span><br /><br />Epis&oacute;dio interessante a ser citado &eacute; a constru&ccedil;&atilde;o da linha da estrada de ferro que ligava Santo Eduardo, no norte do Rio de Janeiro, &agrave; Cachoeiro do Itapemirim. Em 1902 foi inaugurada a esta&ccedil;&atilde;o no Arraial dos Lagartos (atualmente a cidade de Muqui), que passou &agrave; ser chamado ent&atilde;o de Muqui, nome dado &agrave; referida esta&ccedil;&atilde;o. Nessa &eacute;poca, a contru&ccedil;&atilde;o da via f&eacute;rrea j&aacute; estava a cargo da Leopoldina Railway. No prolongamento da estrada, que em demanda &agrave; Cachoeiro passaria pelas terras de Satyro Fran&ccedil;a, foi celebrado um contrato entre este e a Cia. Leopoldina.<br /><br />E o fato pitoresco &eacute; que Satyro, ao assinar o contrato, e em virtude das plantas aprovadas que exigiam a "limpeza" das &aacute;reas cont&iacute;guas &agrave; estrada de ferro, fez uma exig&ecirc;ncia, que foi aceita e cumprida pela empresa: n&atilde;o aceitava ele o corte de uma grande &aacute;rvore que ficava defronte &agrave; sede de sua fazenda S&atilde;o Gabriel. Por esse motivo, a linha foi, naquele ponto, deslocada ligeiramente uns poucos metros, de modo &agrave; permitir a "sobreviv&ecirc;ncia" da &aacute;rvore, sob o compromisso que seria "vistoriada permanentemente" pelo propriet&aacute;rio da fazenda; isso porque a mesma ainda estava dentro da "&aacute;rea de seguran&ccedil;a" da linha.<br /><br />Em 23 de julho de 1903 o trecho que ligava Muqui &agrave; S&atilde;o Felipe (Atualmente At&iacute;lio Vivacqua, ex-Marap&eacute;), e que passava pelas terras de Satyro Fran&ccedil;a, j&aacute; estava conclu&iacute;do. No contrato tamb&eacute;m estava prevista a constru&ccedil;&atilde;o de uma "parada", ou "chave", para que as locomotivas pudessem "fazer aguada". A partir de ent&atilde;o sua propriedade passou a ser chamada de "Chave do Satyro", e o mesmo transformou a simples parada numa verdadeira Esta&ccedil;&atilde;o, com plataforma para embarque e desembarque, casa para neg&oacute;cio e armaz&eacute;m para caf&eacute; e cargas.<br /><br /><br /><span style="font-weight: bold;">POL&Iacute;TICA - QUERELAS E SEDIMENTA&Ccedil;&Atilde;O</span><br /><br />A "acomoda&ccedil;&atilde;o" levada a efeito em Muqui, por ocasi&atilde;o das elei&ccedil;&otilde;es municipais de 15 de novembro de 1912, deixou Satyro Fran&ccedil;a insatisfeito. Sentindo-se desprestigiado, e mesmo injusti&ccedil;ado, Satyro v&ecirc;-se envolvido nas "lutas pol&iacute;ticas" e querelas pela lideran&ccedil;a de sua regi&atilde;o. Achava ele que, por sua atua&ccedil;&atilde;o local nas elei&ccedil;&otilde;es que deram a vit&oacute;ria &agrave; Jer&ocirc;nimo Monteiro e &agrave; chapa monteirista para Vereadores em Cachoeiro em 1908, bem como &agrave; Marcondes Souza em 1912, merecia o devido reconhecimento e uma posi&ccedil;&atilde;o mais destacada nas composi&ccedil;&otilde;es quando da cria&ccedil;&atilde;o do Munic&iacute;pio de Muqui; e da querela &agrave; intriga, o passo &eacute; curto.<br /><br />Tais "inc&ocirc;modos e desassossego de esp&iacute;rito", como ele pr&oacute;prio diria em 29 de janeiro de 1913, faz com que Satyro abandone as lides pol&iacute;ticas; chega a anunciar a inten&ccedil;&atilde;o de vender sua grande fazenda, pois sua vontade era apenas "o desejo de tranquilidade, simplesmente". Em agosto de 1913, numa reuni&atilde;o com o Marcondes de Souza e Geraldo Vianna, os desentendimentos s&atilde;o acertados. Marcondes compromete-se a criar um Distrito em S&atilde;o Gabriel do Muqui, e entreg&aacute;-lo ao controle e lideran&ccedil;a de Satyro, bem como contemplar um vaga na C&acirc;mara de Vereadores para um representante de sua fam&iacute;lia. E tal acordo &eacute; cumprido, na &iacute;ntegra.<br /><br /><br /><span style="font-weight: bold;">E SE TORNA UM CORONEL</span><br /><br />Conforme dito mais acima, em 21 de outubro de 1914 Satyro Ribeiro Fran&ccedil;a era nomeado Coronel da Guarda Nacional, coroando a sedimenta&ccedil;&atilde;o de sua lideran&ccedil;a como "chefe pol&iacute;tico" da regi&atilde;o de S&atilde;o Gabriel. Oficial da referida for&ccedil;a desde 1892, agora era, "oficialmente", um Coronel.<br /><br />Honrando o compromisso firmado, durante o governo de Marcondes Souza &eacute; criado o Distrito de S&atilde;o Gabriel do Muqui, 2&ordm; Distrito e parte integrante do Munic&iacute;pio, juntamente com o distrito sede. Foi criado pela Lei estadual n.&ordm; 986, de 24 de dezembro de 1914. Em 15 de agosto de 1915 s&atilde;o realizadas as primeiras elei&ccedil;&otilde;es distritais, sendo Jos&eacute; Mattos, filho de Satyro, eleito para o cargo de 1&ordm; Juiz Distrital. A posse dos Juizes Distritais e a instala&ccedil;&atilde;o do Distrito foi executada em 18 de setembro de 1915, em cerim&ocirc;nia solene realizada na casa de Jos&eacute; Mattos, contando com a presen&ccedil;a das autoridades municipais.<br /><br />Nesse &iacute;nterim, foi fundado o Cart&oacute;rio de Registro Civil, e foi constru&iacute;da a primeira Capela da Par&oacute;quia, cujo padroeiro n&atilde;o poderia deixar de ser o anjo S&atilde;o Gabriel. Em dezembro, o Coronel Satyro Fran&ccedil;a foi nomeado Delegado do Distrito. Em 23 de mar&ccedil;o de 1916 s&atilde;o realizadas as elei&ccedil;&otilde;es municipais: Satyro Fran&ccedil;a &eacute; eleito Vereador &agrave; C&acirc;mara Municipal de Muqui, e seu filho Abdenago &eacute; eleito 1&ordm; Juiz Distrital de S&atilde;o Gabriel. Ambos tomaram posse em 23 de maio do mesmo ano.<br /><br /><br /><span style="font-weight: bold;">ARMAS AZEITADAS</span><br /><br />Em 1916 as elei&ccedil;&otilde;es no Esp&iacute;rito Santo foram bem tensas. Dois grupos pol&iacute;ticos digladiavam-se pelo controle da pol&iacute;tica estadual. Os Monteiro, cujo candidato era o irm&atilde;o de Jer&ocirc;nimo, Bernardino, ambos ligados &agrave; Marcondes, tiveram que enfrentar uma dura elei&ccedil;&atilde;o contra Pinheiro Junior, este apoiado pelo Governo Federal e por praticamente toda a representa&ccedil;&atilde;o federal do Estado. Cada grupo dizia ter vencido as elei&ccedil;&otilde;es, e em v&aacute;rias se&ccedil;&otilde;es eleitorais houve duplicata de atas. Ap&oacute;s a tens&atilde;o, o tumulto; e ap&oacute;s o tumulto, a guerra civil. Batalhas em Alegre, em Cachoeiro, em Vit&oacute;ria, em Afonso Cl&aacute;udio. O Estado est&aacute; dividido em dois governos; Pinheiro Junior, que n&atilde;o conseguiu tomar de assalto o Pal&aacute;cio do Governo, transfere a "sua" capital para Colatina, enquanto Bernardino controla Vit&oacute;ria ap&oacute;s dura resist&ecirc;ncia. H&aacute; constante amea&ccedil;a de Interven&ccedil;&atilde;o Federal.<br /><br />Em Muqui, os pinheiristas tem v&aacute;rios partid&aacute;rios. Na fazenda Santa Rita, rec&eacute;m adquirida pelo mineiro Jo&atilde;o Lobato Galv&atilde;o, h&aacute; concentra&ccedil;&atilde;o de um pequeno grupo armado, chamados pelos monteiristas de "capangas do Lobato". A situa&ccedil;&atilde;o em Muqui &eacute; tensa, durante a ap&oacute;s as elei&ccedil;&otilde;es de 23 de mar&ccedil;o. Delegado de S&atilde;o Gabriel, o Coronel Satyro Fran&ccedil;a re&uacute;ne sua tropa para manter a ordem no distrito. Os pinheiristas chamam-nos de "jagun&ccedil;os do Satyro". Ap&oacute;s os ataques pinheiristas de abril &agrave; Alegre e &agrave; Cachoeiro, todos ficam em "prontid&atilde;o"; mas com o recuo dos partid&aacute;rios de Pinheiro Junior nessas cidades, ap&oacute;s ter o Governo do Estado mandado uma numerosa tropa da For&ccedil;a P&uacute;blica, a situa&ccedil;&atilde;o vai se acalmando. Os "capangas do Lobato" s&atilde;o desmobilizados, enquanto os "jagun&ccedil;os do Satyro" continuam garantindo a ordem em S&atilde;o Gabriel do Muqui. No in&iacute;cio de julho, com a situa&ccedil;&atilde;o tranquilizada, tudo volta ao "normal".<br /><br />Essa foi a &uacute;ltima vez que a tropa da Guarda Nacional comandada pelo Coronel Satyro Fran&ccedil;a foi mobilizada, e tamb&eacute;m a &uacute;ltima vez que as armas do paiol foram azeitadas e municiadas. Quando seu neto, alguns anos mais tarde, entrou no "paiol proibido", as armas deveriam estar guardadas tal como foram ap&oacute;s a desmobiliza&ccedil;&atilde;o dos "jagun&ccedil;os do Satyro" naquele ano de 1916.<br /><br /><br /><span style="font-weight: bold;">D&Eacute;CADA DE VINTE</span><br /><br />Nas elei&ccedil;&otilde;es de 1920 novamente houve racha na pol&iacute;tica estatual. Dessa vez, por&eacute;m, no seio do pr&oacute;prio "monteirismo": os irm&atilde;os Jer&ocirc;nimo e Bernardino entram em s&eacute;ria diverg&ecirc;ncia, o que leva &agrave; novos combates, mas dessa vez circuscritos principalmente &agrave; capital do Estado. Em Muqui, a chapa para vereadores havia sido formada antes do rompimento, e Satyro emplacou o nome de seu filho Jos&eacute; Mattos como Vereador &agrave; C&acirc;mara Municipal. Outro filho seu, Zamith, foi eleito Juiz do 2&ordm; Distrito (S&atilde;o Gabriel), mantendo o controle do mesmo.<br /><br />Com as acomoda&ccedil;&otilde;es advindas na nova ordem "bernardinista", ap&oacute;s a vit&oacute;ria da corrente de Bernardino sobre a de Jer&ocirc;nimo em n&iacute;vel estadual, Jos&eacute; Mattos renuncia &agrave; verean&ccedil;a; Satyro ent&atilde;o indica o nome de seu filho Abdenago para ocupar a vaga que era "de sua fam&iacute;lia". Em julho de 1923, com a eleva&ccedil;&atilde;o de Muqui &agrave; categoria de Cidade (at&eacute; ent&atilde;o, detinha a categoria de Vila), as vagas na C&acirc;mara aumentam de cinco para sete Vereadores; e Satyro Fran&ccedil;a &eacute; eleito para ocupar uma das duas novas cadeiras na C&acirc;mara. As correntes pol&iacute;ticas do Munic&iacute;pio n&atilde;o aceitariam a indica&ccedil;&atilde;o de outro de seus filhos, de modo que Satyro Fran&ccedil;a, que j&aacute; estava "passando o bast&atilde;o" para sua prole, teve de voltar &agrave; ocupar um cargo p&uacute;blico.<br /><br />Em 1924, novas elei&ccedil;&otilde;es municipais. Satyro Fran&ccedil;a &eacute; reeleito Vereador, e seu filho Jos&eacute; Mattos &eacute; eleito Juiz do 2&ordm; Distrito (S&atilde;o Gabriel). A fam&iacute;lia Fran&ccedil;a, chefiada pelo Coronel Satyro, continua controlando a situa&ccedil;&atilde;o em sua regi&atilde;o, e mantendo sua vaga na C&acirc;mara e o controle do Distrito e das mesas eleitorais de S&atilde;o Gabriel do Muqui.<br /><br /><br /><span style="font-weight: bold;">NA OPOSI&Ccedil;&Atilde;O LOCAL</span><br /><br />Em 1927 acontecem algumas reviravoltas na pol&iacute;tica estadual, impostas por circust&acirc;ncias em n&iacute;vel federal. A reacomoda&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as pol&iacute;ticas que dirigiam o Estado, como sempre, refletiam nos seus Munic&iacute;pios, e isso n&atilde;o era diferente em Muqui. E em S&atilde;o Gabriel do Muqui, o Coronel Satyro v&ecirc;-se alienado do processo pol&iacute;tico eleitoral. Os antigos acordos s&atilde;o rompidos, e Satyro Fran&ccedil;a &eacute; exclu&iacute;do na forma&ccedil;&atilde;o da chapa para Vereadores na elei&ccedil;&atilde;o de 15 de novembro de 1927.<br /><br />Em 1928 adere, ent&atilde;o, &agrave; oposi&ccedil;&atilde;o que estava se formando em torno do nome de Jo&atilde;o Vieira da Fraga, em rivalidade com a corrente situacionista local chefiada por Gerando Vianna. S&atilde;o realizadas elei&ccedil;&otilde;es para o cargo de Prefeito Municipal em 02 de dezembro de 1928; h&aacute; duplicidade de atas, e den&uacute;ncias de fraude por ambas as partes. As duas correntes proclamam-se vencedoras do pleito. Ap&oacute;s uma s&eacute;rie de decis&otilde;es e recursos, e com a Prefeitura ocupada pelos partid&aacute;rios de Geraldo Vianna e Argemiro de Macedo, o Presidente do Estado manda empossar o candidato Jo&atilde;o Vieira Fraga como Prefeito Municipal; este tomou posse no dia 03 de janeiro de 1929.<br /><br />Jo&atilde;o Vieira da Fraga, por&eacute;m, estava em minoria na C&acirc;mara. Seus partid&aacute;rios, ent&atilde;o, usando a legisla&ccedil;&atilde;o eleitoral, conseguem cassar ainda em 1929 o mandato de um Vereador alinhado com seus opositores, e passam &agrave; deter a maioria. Ap&oacute;s tal fato, os outros Vereadores alinhados &agrave; Geraldo Vianna abandonam seus mandatos em 1930. Nessa ocasi&atilde;o, Satyro Fran&ccedil;a volta &agrave; C&acirc;mara, eleito Vereador para preenchimento de uma das vagas abertas. Seu novo mandato, por&eacute;m, n&atilde;o duraria muito: com o estouro e vit&oacute;ria da Revolu&ccedil;&atilde;o de Outubro de 1930, as C&acirc;maras Municipais foram todas dissolvidas.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">D&Eacute;CADA DE TRINTA</span><br /><br />Com a vit&oacute;ria da Revolu&ccedil;&atilde;o de 1930, o controle pol&iacute;tico de Muqui retorna &agrave;s m&atilde;os de Geraldo Vianna, que indica o nome de seu filho, Alcides Vianna, para ocupar o cargo de Prefeito, nomeado pelo comando revolucion&aacute;rio no Estado. Mas as rivalidades entre Geraldo e o rec&eacute;m empossado Interventor estadual Jo&atilde;o Punaro Bley logo refletem-se em Muqui. Em abril de 1931, definitivamente rompidos, Bley exonera Alcides do cargo de Prefeito, nomeando uma pessoa de fora para governar a "politizada e complicada" Muqui.<br /><br />Nesse per&iacute;odo p&oacute;s-revolucion&aacute;rio, o Coronel Satyro manteve-se um tanto equidistante das lides pol&iacute;ticas. Durante as lutas em outubro de 1930, permaneceu "neutro", sem tomar maiores a&ccedil;&otilde;es em prol de nenhuma das partes, mantendo posi&ccedil;&atilde;o de neutralidade. Seu filho Abdenago, inclusive, era membro da Alian&ccedil;a Liberal em Mimoso, para onde havia mudado sua resid&ecirc;ncia em 1924; seu neto Jadyr, estudante em Vit&oacute;ria na &eacute;poca, era simp&aacute;tico &agrave; causa revolucion&aacute;ria e tenentista. H&aacute; relato at&eacute; de que um dos "tenentes" havia estado na Chave do Satyro pouco tempo antes de estourar a revolu&ccedil;&atilde;o, sondando Satyro e avaliando as condi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas locais.<br /><br />Essa "reaproxima&ccedil;&atilde;o oficiosa" com os Vianna e a "neutralidade" mantida por Satyro em 1930 foi "recompensada" em homenagem feita por Alcides Vianna, que em 1931 abriu a rua que foi batizada com seu nome, via onde atualmente est&atilde;o sediadas a Prefeitura e a C&acirc;mara Municipal de Muqui. Alguns mais extremados passaram a chamar o Coronel Satyro de "adesista de &uacute;ltima hora", enquanto eles pr&oacute;prios eram cognominados pela imprensa local, ligada &agrave; Vianna, de "carcomidos".<br /><br /><br /><span style="font-weight: bold;">MORTE</span><br /><br />No dia 25 de julho de 1932, com 74 anos de idade, faleceu o Coronel Satyro Ribeiro Fran&ccedil;a, em sua casa na Chave do Satyro. Seu vel&oacute;rio e enterro foram muito concorridos pelas pessoas das circumvizinhan&ccedil;as, estando presentes v&aacute;rias importantes personalidades da regi&atilde;o. Os jornais do Estado prestaram as &uacute;ltimas homenagens, classificando-o como "abastado fazendeiro e chefe de fam&iacute;lia exemplar". Foi sepultado no dia seguinte, no cemit&eacute;rio de S&atilde;o Gabriel do Muqui, tendo discursado o amigo Jos&eacute; Olympio de Abreu quando "baixava-se o corpo &agrave; sepultura, enaltecendo as qualidades do finado".<br /><br /><br /><span style="font-weight: bold;">PROLE</span><br /><br />Ao falecer, Satyro deixou vi&uacute;va sua mulher Dona Emygdia Fran&ccedil;a Leal, e sete filhos: Anthero, Eloya (casada com Alexandre Martins), Jos&eacute; Mattos, Abdenago, Maria Marinha (casada com Zildo Nery), Ermida (solteira) e Zamith. Anthero e Jos&eacute; Mattos eram casados com senhoras da fam&iacute;lia Caiado, de S&atilde;o Felipe (Marap&eacute;, hoje At&iacute;lio Vivacqua), dando origem &agrave; fam&iacute;lia Caiado Fran&ccedil;a, que foi tradicional em Cachoeiro do Itapemirim. Abdenago era casado com uma senhora de S&atilde;o Pedro do Itabapoana, descendente da fam&iacute;lia cearense Cavalcati que havia migrado para a regi&atilde;o. Ermida se casaria depois com um Duarte, e Zamith com uma Carvalho, ambas as fam&iacute;lias de Muqui.<br /><br />Alguns de seus descendentes s&atilde;o at&eacute; hoje lembrados pelas atividades que exerceram. Jos&eacute; Mattos passou a chefiar politicamente a fam&iacute;lia, tendo sido dirigente do PSD em Muqui, sendo tamb&eacute;m um importante representante classista da lavoura na d&eacute;cada de trinta e quarenta. Zamith tamb&eacute;m foi do PSD, foi Vereador em Muqui e esteve, interinamente, exercedo a Prefeitura local na d&eacute;cada de trinta e quarenta. Seu neto Cely Carvalho Fran&ccedil;a foi um conhecido m&eacute;dico em Muqui e Mimoso, e outro neto Jadyr Fran&ccedil;a Martins um politizado advogado que fez parte da UDN nas d&eacute;cadas de quarenta e cinquenta, tendo sido Procurador Geral do Munic&iacute;pio de Vit&oacute;ria na d&eacute;cada de sessenta e setenta. Jadyr foi irm&atilde;o de Jurandy, professora que hoje d&aacute; o nome ao Jardim de Inf&acirc;ncia da cidade.<br /><br /><br /><span style="font-weight: bold;">DESCENDENTES</span><br /><br />Seguindo a linha de descend&ecirc;ncia, meu bisav&ocirc; Abdenago Fran&ccedil;a (chamado em Muqui de "Seu Ben&eacute; Fran&ccedil;a") voltou para Muqui em 1933, ap&oacute;s ser aliancista em Mimoso e ter exercido, por l&aacute;, o cargo de membro do Conselho Consultivo nomeado em 1931 - as C&acirc;maras estavam dissolvidas. Era casado com Gervizina Cavalcanti, natural de S&atilde;o Pedro do Itabapoana, e tiveram oito filhos, dentre eles meu av&ocirc; Gerson, que fez o ginasial em Muqui em 1933. Em sequ&ecirc;ncia decrescente de idade, seguem todos os filhos do casal: Ary, Cecy, Orly, Gerson, Ilza, Jo&atilde;o Baptista, J&eacute;sus e Maria Am&eacute;lia.<br /><br />Meu av&ocirc; Gerson entrou no Banco de Cr&eacute;dito Rural na d&eacute;cada de quarenta, e foi viver em Vit&oacute;ria, capital do Estado. Casou-se com minha av&oacute; Mariana David, filha de Carlos Paes David, que foi Vereador em Muqui nas d&eacute;cadas de quarenta e cinquenta. Meu av&ocirc; Gerson faleceu em 1974, e em sua homenagem meu pai me deu seu nome quando nasci, em 1975; assim, n&atilde;o conheci o meu av&ocirc;, mas com minha av&oacute; Mariana eu tive muito contato - ela faleceu em 2006. Gerson e Mariana tiveram dois filhos: Cora, hoje casada com Juracy Bassini, e Maerson, meu pai, que nasceu em Vit&oacute;ria no ano de 1949.<br /><br />Meu pai estudou em Vit&oacute;ria e tornou-se engenheiro em 1973; casou-se em 1974 com minha m&atilde;e, Selma Moraes, natural de Muqui. Maerson e Selma tiveram dois filhos: eu, nascido em 1975, e minha irm&atilde; Gabriela, nascida em 1978. Separados meus pais em 1987, em 1989 meu pai juntou-se com Liege Guar&ccedil;oni, natural de Mimoso do Sul, filha de Domingos Guar&ccedil;oni, falecido em 1999 e que foi Prefeito em Mimoso na d&eacute;cada de setenta. Meu pai e minha madrasta mudaram-se de Vit&oacute;ria para Mimoso em 1991, e se separaram em 2010; minha m&atilde;e vive em Vila Velha desde a mesma data.<br /><br /><em>Um bispo mission&aacute;rio: dom Fernando de Sousa Monteiro, C.M.</em></div> <div style="color: #222222; font-family: Georgia, Utopia, 'Palatino Linotype', Palatino, serif; font-size: 15.4px; line-height: 21.56px; text-align: justify; background-color: #fff9ee;"><em>Maria Stella de Novaes - 1951 - 266 p&aacute;ginas</em></div> <div style="color: #222222; font-family: Georgia, Utopia, 'Palatino Linotype', Palatino, serif; font-size: 15.4px; line-height: 21.56px; text-align: justify; background-color: #fff9ee;">"Do pr&oacute;prio punho de Dom Fernando, encontramos a descri&ccedil;&atilde;o dessa Visita: &mdash; "Ao sairmos da mata, em S&atilde;o Felipe, "veio-nos ao encontro o Ilmo Sr. Satiro Ribeiro Fran&ccedil;a, que "nos acompanhou at&eacute; a sua resid&ecirc;ncia que nos foi generosamente franqueada e onde grande n&uacute;mero de nobres (...)"</div>
Note:   <div style="color: #222222; font-family: Georgia, Utopia, 'Palatino Linotype', Palatino, serif; font-size: 15.4px; line-height: 21.56px; text-align: justify; background-color: #fff9ee;"><span style="f


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